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lunes, 25 de marzo de 2013

Agora fico bem resenha do filme

BEM-VINDOS AO APAIXONANTE MUNDO DE LETRAS PRECIOSAS E IMAGENS ENCANTADORAS, SEJAM LEITORES, OBSERVADORES, CRÍTICOS E PALAVRÓFILOS, LEIAM, LEIAM, LEIAM. MESMO QUE UM PROVÉRBIO POPULAR SÉRVIO DIGA QUE "A CABEÇA É MAIS VELHA QUE O LIVRO", ISTO É QUE O PENSAMENTO É MAIS ANTIGO QUE A ESCRITA, LEIAM, ISSO AGUÇA O ESPÍRITO, ENRIQUECE O VOCABULÁRIO E A ALMA, DESPERTA A CURIOSIDADE E FAZ VOS PALAVRÓFILOS CURIOSOS TAMBÉM...
Filme. Agora Fico Bem
Realização: Ol Parker
Com: Dakota Fanning, Jeremy Irvine, Olivia Williams
género: Drama
Duração. 103 minutos
 Quando se tem 17 anos, a última coisa em que se pensa é a morte, menos para Tessa, que com esta idade descobre estar na fase terminal de leucémia e tenta aproveitar qualquer momento da sua vida para desfrutar do que lhe resta. Compõe uma lista de desejos (ter um encontro amoroso, passar uma noite com um desconhecido absoluto, experimentar drogas, roubar) e fazer uma série de coisas perigosas, mostrando que
está revoltada contra a sua doença. Nessas actitudes inaceitáveis tem toda a ajuda da sua melhor amiga, outra adolescente irresponsável como ela, que apenas deseja diversão e relações sexuais ocasionais na sua vida. O seu pai é-lhe inteiramente dedicado, a mãe parece desinteressada ou pouco preparada para a gravidade da situação de saúde da filha, e o seu irmão mais novo parece encarar tudo demasiado levemente perguntando "Quando a Tessa morrer, podemos ir outra vez à Espanha, que eu não me lembro de nada, fui demasiado pequeno". Com o apoio do pai, a mãe que amadurece rapidamente e o irmão que decide melhorar a sua relação com a irmã, Tessa sente-se apoiada e mais segura. Como costuma acontecer neste tipo de histórias, ela apaixona-se por Adam, um rapaz tranquilo, dedicado ao seu jardim, que a ama tal como é e sem preconceitos.
O filme é bastante previsível, cai em muitos lugares comuns, não revela  nenhuma profundidade especial na construção das personagens (a não ser na do pai), e coloca a questão do egoísmo: quando sabe a resposta definitiva dos médicos, a protagonista não parece bastante feliz ao ouvir que o seu namorado pretende voltar para a universidade e continuar com a sua vida normal. Este parece ser um dos poucos momentos fortes no filme: até onde Tessa gosta do seu papel de vítima e até onde quer que tudo à sua volta pare com o seu percurso normal e sirva só a ela e até onde ela se reconcilia realmente consigo mesma e com o mundo aceitando a sua morte como uma forma de ela "ficar bem"?.
Além de belíssimas imagens da natureza, este é um filme muito estereotipado e superficial, que poderia ser desenvolvido e aprofundado muito melhor. Tanto em termos de actuação como da realização, esta obra é bastante medíocre e não se destaca demasiado entre muitas que abordam esta temática.