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viernes, 19 de septiembre de 2014

Magia ao Luar resenha do filme







Filme: Magia ao Luar
Género: Comédia Romântica
Duração: 97 minutos
Realização e Guião: Woody Allen
Com: Emma Stone, Collin Firth, Marcia Gay Harden
Cinema: Cinema City Classic Alvalade
Um mestre ilusionista com o pseudónimo chinês , popular em Berlim e em toda a Europa da década dos anos 20 do século passado, um agnóstico, ateu e intelectual racional, apologista da ciência, teoria  de Darwin e do niilismo nietszcheano, empenhado em pôr em evidência a falsidade dos fenómenos sobrenaturais, clarividências e todo o tipo de comunicação com o Além,  aceita o convite de um amigo para ridicularizar uma suposta médium espiritual americana que pretende abrir um centro de investigação dedicado ao inexplicável e ao esotérico. Ela instala-se com a mãe no Sul da França, onde parece induzir pessoas ingénuas na ideia de que tem dons e poderes paranormais. Inicialmente arrogante, cínico, resolvido a comprovar que a menina  americana é uma impostora, o protagonista fica surpreendido por alguns detalhes da sua vida pessoal, até então guardados coo segredo, que a vidente lhe revela com facilidade.
Tendo deixado em Londres a noiva Olivia, uma jovem culta, do mesmo estatuto social que ele, com quem aparentemente faz um casal perfeito, e visitando a tia Vanessa, o mago, sem dar-se conta, começa a apaixonar-se por Sophie, descobrindo que têm muito em comum.  Mesmo sabendo que os “dons” da sua nova conhecida eram dissimulado, tendo tudo sido previamente combinado entre ela e o seu amigo, para o dissuadirem das certezas absolutas que apregoa, ele decide dar uma conferência e anunciar aos jornalistas que neste caso podem existir fenómenos que escapam à razão.  Influenciado pelos sentimentos e por uma série de circunstâncias inexplicáveis, após um acidente da sua tia, começa a rezar, para desistir depois da primeira tentativa, mantendo-se fiel às suas convicções científicas e racionais.
De uma forma simpática, embora muito previsível, o filme questiona a fé, a ingenuidade, a influência de palavras, o poder da manipulação, o conflito entre a razão, as emoções e o espírito, terminando de uma forma feliz e agradável, com a proposta de casamento que o ilusionista faz à sua nova namorada.
Com umas imagens preciosas da natureza, uma música muito bem escolhida, o vestua´rio e ambientes adequados À época a “Magia ao Luar” é um filme leve, agradável de se ver, embora em termos de construção das personagens deixe bastnte a desejar: Sophie ao longo de todo o filme é apresentada como interesseira, superficial, inculta, disposta a casar com Pierce, um rapaz rico que lhe toca melodias românticas, apenas para poder abrir a sua escola, viajar a Bora Bora e ter uma vida de luxo, que uma rapariga nascida em Kalamazoo e filha de uma mãe ambiciosa nunca poderia ter, para no final merecer a felicidade ao lado do homem que ama. O mago mostra-se demasiado ingénuo e abre a alma demasiado rapidamente a uma desconhecida para se ver tentado de renunciar às convicções mais profundas por uma leve relação, que acaba por se transformar no verdadeiro amor.
A personagem da tia Vanessa parece a mais bem enquadrada no filme, na vida das personagens, na sua solidão: é uma boa conselheira, madura, optimista apesar de ter sido abandonada pelo amor da sua vida e de nunca ter casado, é uma amiga e apoiante da personagem principal masculina.
Um filme que permite que os sentimentos ultrapassam todas as lógicas, que  defende a luta pelo amor em vez da aceitação conformista das conveniências sociais,  com elementos de humor divertirá certamente os espectadores numa tarde de fim-de-semana.

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